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Quebras sem precedentes no número de atos assistenciais prestados em 2020
Dia Mundial da Saúde - 7 de abril
Quebras sem precedentes no número de atos assistenciais prestados em 2020 - 2022
06 de abril de 2022

Resumo

Por ocasião do Dia Mundial de Saúde, que se celebra amanhã, o INE divulga uma nova edição da publicação “Estatísticas da Saúde”, com indicadores de 2020. Esta informação é particularmente relevante, tendo em conta que respeita ao primeiro ano da pandemia COVID-19, embora não tenha sido possível obter alguns dados, nomeadamente os óbitos por causas de morte em 2020.

Destacam-se os seguintes resultados:

Em 2020, existiam em Portugal 57 198 médicos, mais 3,2% do que em 2019, e 77 984 enfermeiros, mais 2,9% do que no anterior.

A atividade hospitalar foi fortemente afetada pelo contexto pandémico vivido em 2020, visível através das quebras sem precedentes no número de atos assistenciais prestados. O serviço de urgência e o internamento registaram os valores mais baixos da série iniciada em 1999. Houve também diminuições acentuadas no número de cirurgias em bloco operatório, de consultas médicas e de atos complementares de diagnóstico e/ou terapêutica realizados em contexto hospitalar.

A situação epidemiológica de 2020 teve repercussões na atividade quer dos prestadores públicos, quer dos prestadores privados. A urgência foi o serviço hospitalar mais afetado, independentemente do tipo de prestador. A atividade dos hospitais privados sofreu quebras acentuadas nos atos complementares de diagnóstico e/ou terapêutica (-20,6%) e das consultas externas (-18,3%).

Os hospitais públicos ou em parceria público-privada continuaram em 2020 a ser os principais prestadores de serviços de saúde, assegurando 83,2% dos atendimentos em urgência, 74,9% dos internamentos, 69,6% das cirurgias em bloco operatório e 65,1% das consultas médicas.

Pessoas que terminaram o ensino superior ou com maiores rendimentos têm maiores probabilidades de avaliar o seu estado de saúde como bom ou muito bom (mais 22,2 p.p. naquela probabilidade, em relação às que completaram, no máximo, o ensino básico; mais 0,10 p.p. por cada aumento de 1% do rendimento monetário por adulto equivalente). 

O ensino superior e o rendimento têm também uma relação com a diminuição da probabilidade de existência de limitações na realização de atividades habituais: menos 10,1 p.p. nesta probabilidade para os que concluíram o ensino superior, em relação aos que terminaram o ensino básico ou não terminaram qualquer nível de ensino; menos 0,04 p.p. por cada aumento de 1% no rendimento monetário por adulto equivalente.

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