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Exportações e importações aumentaram 20,3% e 42,3%, em termos nominais
Estatísticas do Comércio Internacional
Exportações e importações aumentaram 20,3% e 42,3%, em termos nominais - Fevereiro de 2022
08 de abril de 2022

Resumo

Em fevereiro de 2022, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de +20,3% e +42,3%, respetivamente (+22,6% e +38,0%, pela mesma ordem, em janeiro de 2022). Face a fevereiro de 2020, mês ainda não afetado pela pandemia, verificaram-se variações de +23,2% nas exportações e +26,3% nas importações. São de salientar os acréscimos observados nas exportações e importações de Fornecimentos industriais (+30,8% e +44,2%; +38,8% e +47,9% face a 2020, respetivamente) e nas importações de Combustíveis e lubrificantes (+133,5%; +97,8% face a 2020). 

Excluindo Combustíveis e lubrificantes, as exportações e as importações aumentaram 17,5% e 31,6%, respetivamente (+19,8% e +30,4%, pela mesma ordem, em janeiro de 2022). Face a fevereiro de 2020, verificaram-se acréscimos de 19,7% e 17,5%, pela mesma ordem.

O défice da balança comercial de bens aumentou 1 412 milhões de euros face ao mesmo mês de 2021 (+569 milhões de euros em relação a fevereiro de 2020), atingindo 2 154 milhões de euros. Excluindo Combustíveis e lubrificantes, o défice situou-se em 1 276 milhões de euros, aumentando 807 milhões de euros relativamente a 2021 (+102 milhões de euros face a fevereiro de 2020).

No trimestre terminado em fevereiro de 2022, as exportações de bens aumentaram 22,3% e as importações cresceram 38,9% em relação ao mesmo período de 2021 (+21,0% e +36,6%, pela mesma ordem, no trimestre terminado em janeiro de 2022). Comparando com o trimestre terminado em fevereiro de 2020, as exportações e as importações aumentaram 16,1% e 22,8%, respetivamente. 

Considerando a situação atual de conflito entre a Rússia e a Ucrânia e as consequentes solicitações de dados que o INE tem procurado responder, é sumariada neste destaque (ver caixa) a informação disponível sobre as transações de Portugal com estes países. Em média, entre 2017 e 2021, as transações com a Ucrânia representaram 0,1% das exportações e 0,3% das importações nacionais e, com a Rússia, 0,3% e 1,5%, respetivamente. A Ucrânia foi o principal fornecedor de Milho a Portugal (34,7% das importações nacionais deste produto em 2021). Na UE, apenas os Países Baixos apresentaram uma maior proporção (39,7%). Os principais produtos importados da Rússia, em 2021, foram os Óleos de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (16,3%) e o Gás natural liquefeito (16,6%), proporções ainda assim inferiores à média da UE (17,5% e 33,5%, respetivamente). Apenas na importação de Óleos e outros produtos provenientes da destilação dos alcatrões de hulha a alta temperatura a proporção foi a mais elevada de todos os países da UE atingindo 91,2%, face a 35,1% de valor médio da UE.


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