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COVID-19: como a pandemia afetou as economias regionais em 2020?
A atividade económica regional no contexto da pandemia COVID-19
Março a dezembro 2020
COVID-19: como a pandemia afetou as economias regionais em 2020?
24 de fevereiro de 2021

Resumo

No quadro de protocolo celebrado entre as duas entidades, a AT transmite informação mensal ao INE obtida através do sistema E-fatura. Essa informação permite avaliar o comportamento da economia numa perspetiva regional no período de março (início dos efeitos económicos da pandemia) a dezembro de 2020 (último mês disponível) face a igual período de 2019. Alguns dos factos apurados:
• Entre março e dezembro de 2020, verificou-se, em Portugal, uma redução homóloga de 14,3% no valor da faturação, destacando-se com valores superiores à média nacional, o Algarve (-27,4%), a Região Autónoma da Madeira (-21,6%) e a Área Metropolitana de Lisboa (-18,2%). Em Portugal e em todas as NUTS II, esta contração foi mais acentuada de março a julho (-18,9% em Portugal) do que no período de agosto a dezembro (-9,8%). Mais de 70% da diminuição registada em Portugal de março a dezembro de 2020 deveu-se à redução do valor de faturação na AML e AMP.
• De março a dezembro de 2020, os valores de faturação das Atividades de alojamento e das Atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas representaram menos de metade do valor faturado no mesmo período de 2019. Em 21 das 25 NUTS III, as Atividades de alojamento também foram o ramo com maior contração homóloga de faturação. Inversamente, em 13 sub-regiões, as atividades de Informação e comunicação apresentaram o desempenho mais positivo.
• No período em análise, apenas seis sub-regiões, todas da região Norte, incluindo a AMP, apresentaram, simultaneamente, um número de casos confirmados por 100 mil habitantes superior ao valor do país e uma redução do valor faturado inferior à do país. No polo oposto, Algarve, Região Autónoma da Madeira, Alentejo Litoral e AML apresentaram um número de casos confirmados abaixo da média do país mas uma contração do valor faturado relativamente mais acentuada (ver figura 9).

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