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A mortalidade em Portugal no contexto da pandemia COVID-19 - Semanas 1 a 44
Óbitos por semana
Dados preliminares 2020
A mortalidade em Portugal no contexto da pandemia COVID-19 - Semanas 1 a 44
13 de novembro de 2020

Resumo

46,5% do acréscimo de óbitos entre 5 de outubro e 1 de novembro relativamente à média dos últimos 5 anos deveu-se a óbitos por COVID-19

Entre 2 de março, data em que foram diagnosticados os primeiros casos com a doença COVID-19 em Portugal, e 1 de novembro, registaram-se 77 249 óbitos em território nacional, mais 8 686 óbitos do que a média, em período homólogo, dos últimos cinco anos. Destes, 29,3% (2 544) foram óbitos por COVID-19. Nas últimas 4 semanas (5 de outubro a 1 de novembro) registaram-se mais 1 132 óbitos do que a média, em período homólogo, de 2015-2019. Nesse período registaram-se 526 óbitos por COVID-19 (46,5%).
Do total de óbitos desde 2 de março a 1 de novembro, 38 262 foram de homens e 38 987 de mulheres, mais 3 732 e 4 953 óbitos, respetivamente, que a média de óbitos no período homólogo de 2015-2019.
Mais de 70% dos óbitos foram de pessoas com idades iguais ou superiores a 75 anos. Comparativamente com a média de óbitos observada em período homólogo de 2015-2019, morreram mais 7 449 pessoas com 75 e mais anos, das quais mais 5 802 com 85 e mais anos.
O maior acréscimo registou-se na região Norte, com exceção da última semana de junho, das primeiras de julho, das últimas de setembro e primeira de outubro em que foi superior na Área Metropolitana de Lisboa.
Do total de óbitos registados entre 2 de março e 1 de novembro de 2020, 46 125 ocorreram em estabelecimento hospitalar e 31 124 fora do contexto hospitalar, a que correspondem aumentos de 2 868 óbitos e 5 817 óbitos, respetivamente, relativamente à média de óbitos em 2015-2019 em período idêntico. Mais de 2/3 do acréscimo de óbitos entre 2 de março e 1 de novembro, relativamente à média dos últimos 5 anos, ocorreu fora dos hospitais.

Apesar das circunstâncias determinadas pela pandemia COVID-19, o INE apela à melhor colaboração das empresas, das famílias e das entidades públicas na resposta às solicitações do INE. A qualidade das estatísticas oficiais, particularmente a sua capacidade para identificar os impactos da pandemia
COVID-19, depende crucialmente dessa colaboração que o INE antecipadamente agradece.


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