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Em 2018, o preço médio do polvo capturado atingiu o nível mais elevado das últimas duas décadas. O consumo interno deste recurso está fortemente dependente da importação
Estatísticas da Pesca
Em 2018, o preço médio do polvo capturado atingiu o nível mais elevado das últimas duas décadas. O consumo interno deste recurso está fortemente dependente da importação - 2018
31 de maio de 2019

Resumo

O polvo é uma das 6 espécies mais capturadas dos últimos 20 anos e a que mais receita tem gerado no mercado de primeira venda no último quinquénio.
Em 2018, a frota de pesca nacional capturou 6 774 toneladas de polvo, correspondente a 36,2% da quantidade total de moluscos capturados e a 5,3% do volume total de pescado descarregado em portos nacionais.
O preço médio do polvo em 2018 (7,06 €/kg) atingiu o nível mais elevado das duas últimas décadas, crescendo a um ritmo médio anual 2,4 vezes superior ao preço médio do total do pescado descarregado. Relativamente às espécies mais vendidas, esse crescimento também foi superior à sardinha (4,1 vezes), cavala (13,5 vezes), carapau (3,4 vezes), atum (1,8 vezes) e biqueirão (1,7 vezes).
A receita da venda em lota atingiu 48 milhões de euros em 2018, cerca de 25% acima da receita gerada em 2017 e 28% superior à faturação média dos últimos 20 anos. De referir que quase 1/3 desta receita foi gerada pelos portos do Algarve.
A quantidade de polvo importada em 2018 (19,4 mil toneladas) foi superior em quase 3 vezes à quantidade capturada, com o valor da importação a atingir os 172,6 milhões de euros, mais de 3,6 vezes o valor obtido com as capturas de polvo em portos nacionais. A insuficiência das capturas de polvo é estrutural, verificando-se um crescimento médio de 4,6% das quantidades importadas entre 2013 e 2018 enquanto as capturas em portos nacionais registaram uma variação média negativa de 12,1%.

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