O Instituto Nacional de Estatística divulgou os principais resultados do Inquérito Nacional de Saúde (INS) realizado no 4.º trimestre de 2025 no dia 24 de junho de 2026. Neste Destaque, aprofunda-se a informação relacionada com a saúde da população residente com 65 ou mais anos nas dimensões seguintes:
• dificuldades sensoriais ou físicas, com os resultados a evidenciar que as dificuldades em morder ou mastigar (17,1% dos idosos) e subir ou descer 12 degraus sem ajuda (16,9%) eram as mais referidas pelas pessoas idosas;
• barreiras à participação em aspetos específicos da vida devido a problemas de saúde prolongados, com a população idosa a referir sobretudo os obstáculos à mobilidade: na utilização de meios de transporte (16,9% dos idosos), no acesso e utilização de edifícios e instalações (16,0%) e na mobilidade fora de casa (15,7%);
• dificuldades nos cuidados pessoais e na realização das atividades domésticas, com 45,9% dos idosos a referirem dificuldade em pelo menos uma atividade doméstica, enquanto 16,9% dos idosos referiam ter pelo menos uma dificuldade na realização de cuidados pessoais;
• cuidados informais, com 22,4% dos idosos a referirem ter recebido apoio ou assistência informal e 11,9% dos idosos a terem prestado cuidados informais a outras pessoas;
• suporte social, com mais de um terço dos idosos (34,3%) a beneficiar de um suporte social forte;
• vacinação, observando-se taxas de vacinação contra a gripe e a COVID-19 mais elevadas do que registadas para a pneumonia e, em geral, proporções de população idosa vacinada mais reduzidas nas Regiões Autónomas;
• doenças crónicas, com os resultados a revelarem que a hipertensão arterial afeta 55,5% dos idosos e que metade daquele segmento populacional sofre com dores lombares ou outros problemas crónicos nas costas;
• consumo de medicamentos, destacando-se a maior expressão do consumo habitual de medicamentos prescritos associados à hipertensão arterial, à diabetes e a níveis elevados de gordura no sangue na população idosa do que nas pessoas dos 15 aos 64 anos; verifica-se ainda que a população idosa recorria habitualmente menos ao consumo de medicamentos para tratar a depressão e a ansiedade do que as pessoas dos 15 aos 64 anos;
• acidentes domésticos ou de lazer, confirmando-se que a ocorrência de acidentes domésticos ou de lazer com lesão aumenta com a idade, atingindo 9,7% das pessoas com 85 ou mais anos, o que compara com 6,4% para a população com 65 ou mais anos e com 3,2% para as pessoas dos 15 aos 64 anos.


