Portal Oficial - Instituto Nacional de Estatística

Portal Oficial - Instituto Nacional de Estatística
      
 

A riqueza das famílias em 2024
Inquérito à Situação Financeira das Famílias
A riqueza das famílias em 2024
05 de agosto de 2026

Resumo

Em virtude de se ter identificado uma incorreção no cálculo dos ponderadores finais dos agregados familiares, que permitem extrapolar as respostas para o conjunto de agregados familiares residentes em Portugal, republica-se o Destaque divulgado no dia 28 de maio de 2026 com as devidas alterações, não considerando a escolaridade no procedimento de calibragem. A riqueza líquida das famílias em 2024 é revista em baixa (-7% em média), mas em termos qualitativos as conclusões do destaque não têm alterações.

De acordo com o Inquérito à Situação Financeira das Famílias (ISFF) de 2024, a riqueza líquida média e a riqueza líquida mediana aumentaram cerca de 21% em termos reais em relação a 2020, para 278,3 milhares de euros e 143,3 milhares de euros, respetivamente. Em grande parte, esta evolução foi determinada pelo aumento do valor dos ativos reais (21,1%, em média), num contexto de forte crescimento dos preços da habitação.

Em 2024, a riqueza líquida mediana das famílias pertencentes ao conjunto das 20% com riqueza líquida mais reduzida era 1,3 milhares de euros, o que contrasta com 962,1 milhares de euros no conjunto das 10% com maior riqueza.

Nos grupos com riqueza líquida mais baixa, como é o caso das famílias em que o indivíduo de referência se encontra desempregado ou tem uma idade inferior a 35 anos, a percentagem de famílias proprietárias da residência principal é menor (cerca de 40%) do que no conjunto das famílias (70,2%).

Nos grupos com riqueza líquida mais elevada, como é o caso das famílias de maior rendimento e daquelas em que o indivíduo de referência é trabalhador por conta própria ou tem o ensino superior, os outros imóveis (diferentes da residência principal) ou os negócios por conta própria têm um peso relativamente mais importante na riqueza.

Os ativos financeiros estão ligeiramente mais concentrados nas famílias mais ricas do que os ativos reais.

Na generalidade das famílias, a maior parte da riqueza financeira está aplicada em depósitos (que incluem os certificados de aforro e do Tesouro) (75,4%, no conjunto das famílias), o que está em linha com a elevada aversão ao risco reportada pelas famílias.

Em 2024, 41,7% das famílias tinham algum tipo de dívida e entre as famílias endividadas o valor mediano da dívida era 34,5 milhares de euros.

Em 2024, 8% das famílias tinham restrições no acesso ao crédito. Esta percentagem atingia cerca de 20% nas famílias com riqueza líquida mais baixa, mais jovens ou quando o indivíduo de referência estava desempregado.

Face ao passado, em 2024, a percentagem de famílias com um elevado grau de endividamento é menor. Esta situação mais favorável decorreu da redução da dívida, do aumento do rendimento e crescimento do valor dos ativos.


Destaque
Download do documento PDF (669 Kb)
Quadros
Excel Excel (132 Kb)
CSV CSV (13 Kb)