Em 2024, as receitas do total de regimes de proteção social (não consolidadas de transferências entre regimes) foram de 79 514 milhões de euros, sendo as contribuições das administrações públicas a principal fonte de receita, com 42,5% do total, seguindo-se as contribuições sociais dos empregadores (30,9%). As contribuições sociais das pessoas protegidas contribuíram com 16,6% para as receitas totais dos regimes de proteção social.
Em 2024, as despesas do total de regimes de proteção social (não consolidadas de transferências entre regimes) foram de 72 236 milhões de euros, com um contributo de 92,9% das prestações sociais para o total. Na cobertura por riscos, as funções de proteção da velhice e da doença absorveram mais de 75% do total de prestações concedidas, com 47,8% e 28,0%, respetivamente.
As despesas com pensões atingiram, em 2024, 37 677 milhões de euros, o que representa 56,1% do total do valor das prestações sociais concedidas pelos regimes de proteção social e reflete uma evolução do valor nominal menos acentuada do que a observada para as prestações sociais em geral. As pensões de velhice mantêm-se a categoria mais expressiva, representando 78,5% do valor total das pensões.
Em 2024, existiam 2 942 mil beneficiários de pensões, menos 2,4% em relação ao número registado 10 anos antes, em resultado da diminuição do universo de beneficiários por invalidez. O número de beneficiários de sobrevivência manteve-se relativamente estável e o número de beneficiários por velhice aumentou 3,7%.
Da comparação, para 2023, com a União Europeia, ressalta o maior contributo das pensões para as despesas com a proteção social em Portugal (sem consideração das transferências entre regimes): 53,6% contra 44,2% na União Europeia. Em termos de contributo para o total, as despesas em Portugal ficam aquém das verificadas na União Europeia sobretudo nas prestações associadas à habitação, ao desemprego e à família.


