Em 2025, a despesa corrente em saúde atingiu 31 877,7 milhões de euros, o equivalente a 10,4% do PIB. O seu crescimento nominal (7,8%) superou o do PIB (5,9%), refletindo o aumento de 9,3% da despesa pública e de 5,2% da despesa privada. Nesse ano, a despesa corrente pública representou 65,2% do total da despesa, mais 0,9 p.p. do que em 2024.
Em 2023, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) dos prestadores de cuidados de saúde aumentou 5,3%, abaixo dos 10,3% registados na economia, com destaque para os hospitais (públicos: 30,8%; privados: 26,4%) e para a redução acentuada dos prestadores privados de serviços auxiliares (-52,2%), nomeadamente laboratórios de diagnóstico.
Entre 2000 e 2025, a despesa corrente em saúde cresceu a um ritmo médio anual superior ao do PIB (4,4% face a 3,6%). O Serviço Nacional de Saúde e Serviços Regionais de Saúde (SNS e SRS) mantiveram-se como principal financiador, embora com uma perda de relevância a partir de 2011. Por sua vez, as famílias e as sociedades de seguros reforçaram o seu peso no financiamento do sistema de saúde. Na prestação de cuidados de saúde, os hospitais públicos mantiveram um papel central, enquanto os prestadores privados - hospitais e prestadores de cuidados de saúde em ambulatório - ganharam expressão; em sentido inverso, as farmácias viram a sua importância relativa diminuir.
Portugal foi, em 2024, o sétimo país da União Europeia com maior aumento da despesa corrente em saúde (9,9%) e também o sétimo onde esta teve maior peso no PIB (10,2%).
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