O setor do alojamento turístico registou 9,4 milhões de hóspedes e 23,3 milhões de dormidas no 2.º trimestre de 2026, correspondendo a aumentos de 2,3% e de 1,2%, respetivamente (+1,6% e +1,4%, pela mesma ordem, no 1.º trimestre de 2026). Os proveitos totais atingiram 2,1 mil milhões de euros e os de aposento totalizaram 1,6 mil milhões de euros, refletindo aumentos de 5,2% e 4,5%, respetivamente (+5,9% e +5,3% no trimestre anterior).
Os mercados externos mantiveram-se predominantes, representando 71,9% do total de dormidas, com 16,7 milhões (+0,5%). Por sua vez, as dormidas de residentes aumentaram 3,2% para 6,5 milhões, acelerando o crescimento pela primeira vez desde o 2.º trimestre do ano anterior.
No 2.º trimestre de 2026, a dependência dos mercados externos, medida pela proporção de dormidas de não residentes, foi mais elevada na Grande Lisboa (82,5% do total), seguida da RA Madeira (82,1%) e do Algarve (81,6%). Em contraste, o Centro e o Alentejo apresentaram a menor dependência dos mercados externos (32,6% e 34,6%, respetivamente).
O Algarve foi a região com maior concentração de dormidas no 2.º trimestre de 2026 (27,2% do total), seguido da Grande Lisboa (23,4%) e do Norte (18,5%). As dormidas de residentes concentraram-se, sobretudo, no Norte (22,6% do total), enquanto as de não residentes ocorreram, principalmente, no Algarve (30,9% do total).
De acordo com a informação da Declaração Mensal de Remunerações transmitida pelas empresas à Segurança Social (DMR/SS) e da Relação Contributiva dos subscritores da Caixa Geral de Aposentações (RC/CGA), a remuneração bruta mensal por trabalhador ao serviço (por posto de trabalho) nas atividades de Alojamento (divisão 55 da CAE-Rev.3) continuou a aumentar, +5,7% no 2.º trimestre de 2026, face ao período homólogo, fixando-se em 1 451 euros. Este valor situou-se 384 euros abaixo do registado no total da economia, onde a remuneração bruta mensal aumentou 5,1% no mesmo período.
Importa ainda assinalar que os resultados do 2.º trimestre poderão ter sido influenciados pela estrutura móvel do calendário, nomeadamente pelo efeito associado ao período da Páscoa.


