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A falta de disponibilidade financeira era, em 2025, o principal motivo para a não realização de exames/tratamentos dentários
Rendimento e Condições de Vida
Saúde
A falta de disponibilidade financeira era, em 2025, o principal motivo para a não realização de exames/tratamentos dentários - 2025
04 de março de 2026

Resumo

De acordo com os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento realizado em 2025, 79,5% da população com 16 ou mais anos referiu ter tido pelo menos uma consulta de medicina geral e familiar nos 12 meses anteriores à entrevista, 59,6% uma consulta de medicina dentária e 53,3% uma consulta de outra especialidade. Nos três casos, mais mulheres do que homens referiram ter tido consultas médicas: 84,1% no caso da medicina geral e familiar, 62,4% para cuidados dentários e 59,9% para outras especialidades (respetivamente, 74,5%, 56,4% e 46,0%, para os homens).

A proporção de pessoas que referiram ter tido consultas médicas, seja de medicina geral e familiar, seja de outras especialidades, aumentava à medida que o grupo etário avançava, o mesmo não se verificando no caso dos cuidados dentários em que a proporção de utilizadores era substancialmente mais elevada nos grupos etários mais jovens. A monitorização da saúde oral era maior para os níveis de escolaridade mais elevados e para a população empregada, e menor para a população em risco de pobreza.

Os resultados para 2025 revelam uma proporção de 3,8% de pessoas que viram as suas necessidades de exames ou tratamentos médicos não satisfeitas, e de 10,2% para as necessidades de cuidados dentários. O principal motivo para a não realização de exames ou tratamentos médicos foram as listas de espera (1,5% em relação ao total de pessoas com 16 ou mais anos), enquanto o principal motivo para a não realização de exames ou tratamentos dentários foi a falta de disponibilidade financeira (7,7%).

A proporção de agregados familiares que avaliavam os encargos financeiros com cuidados dentários como pesados em 2025 (47,2%) era mais elevada do que a observada para os encargos com medicamentos (45,7%) e, sobretudo, em relação aos cuidados médicos (39,3%). A avaliação negativa do peso dos encargos financeiros com cuidados dentários e com medicamentos era maior no caso das famílias em risco de pobreza e nos agregados familiares com idosos.


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