Em 2023, residiam em Portugal 462,4 mil afrodescendentes, representando 6,1% da população dos 18 aos 74 anos (7,6 milhões), dos quais 201,6 mil (2,7%) eram de primeira geração, 238,6 mil (3,1%) de segunda geração e 22,3 mil (0,3%) de terceira geração.
A população afrodescendente apresentava uma estrutura etária mais jovem e mais escolarizada do que a população total, tendência particularmente evidente nos afrodescendentes de segunda e terceira geração.
Quase metade (48,2%) dos afrodescendentes de primeira geração autoidentificaram-se com o grupo étnico negro e quase dois terços (63,4%) dos de segunda e terceira geração com o grupo étnico branco.
Comparativamente ao total da população, os afrodescendentes apresentavam uma maior proporção de população empregada, e mais de um terço dos de primeira geração (36,2%) tiveram necessidade de trabalhar enquanto estudavam.
Um terço (33,4%) dos afrodescendentes de primeira geração posicionavam-se no primeiro quintil da distribuição do rendimento.
Cerca de um em cada três (31,7%) afrodescendentes sofreram discriminação em Portugal. A discriminação sofrida é múltipla e mais frequente do que a observada na população total.
Quase três quartos (72,8%) dos afrodescendentes consideraram existir discriminação em Portugal e mais de metade (55,2%) já testemunharam situações de discriminação.


