Em 2023, morreram no país 118 947 pessoas, menos 4,8% do que em 2022 (124 942): 118 344 foram de residentes (99,5% do total) e 603 de residentes no estrangeiro (0,5% do total).
As doenças cerebrovasculares, também designadas acidentes vasculares cerebrais (AVC), estiveram na origem do maior número de óbitos de residentes (9 177 óbitos, ou seja, 7,8% do total de óbitos de residentes), apesar da diminuição de 4,6% em relação ao ano anterior. A taxa de mortalidade por doenças cerebrovasculares foi de 86,7 mortes de residentes por 100 mil habitantes, mais baixa do que em 2022 (92,1).
Registaram-se menos 6,0% de óbitos de residentes por doença isquémica do coração (6 414 óbitos, que representavam 5,4% do total de óbitos de residentes em 2023) e menos 6,2% de mortes de residentes por enfarte agudo do miocárdio (3 664, que representavam 3,1% de óbitos de residentes).
No conjunto dos tumores malignos, destacaram-se 4 490 mortes provocadas por tumores malignos da traqueia, brônquios e pulmão, que representaram 3,8% do total de mortes de residentes e aumentaram 1,8% em relação ao ano anterior. Os tumores malignos do cólon, reto e ânus representaram 3,1% da mortalidade dos residentes em 2023, com 3 639 óbitos (mais 1,2% do que no ano anterior).
As doenças do aparelho respiratório causaram 13 110 óbitos de residentes, mais 8,2% do que no ano anterior e conduzindo a um aumento da taxa de mortalidade de 116,0 por 100 mil habitantes em 2022 para 123,9 por 100 mil habitantes em 2023. Quase 56% do aumento das mortes causadas por doenças do aparelho respiratório ficou associado ao aumento das mortes por pneumonia, com 5 042 óbitos em 2023.
Em 2023, ocorreram 2 535 mortes causadas pela doença COVID-19, representando 2,1% do total dos óbitos ocorridos no país, e 32,5% do total de 7 797 óbitos por esta doença ocorridos no ano anterior.


