O indicador de confiança dos Consumidores aumentou em maio, após ter diminuído nos dois meses anteriores e de ter atingido em abril o valor mais baixo desde março de 2024. A evolução observada no último mês deveu-se sobretudo ao contributo positivo das perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país, tendo as opiniões sobre a evolução passada e as expetativas sobre a evolução futura da situação financeira do agregado familiar também contribuído positivamente.
O saldo das opiniões dos Consumidores sobre a evolução passada dos preços diminuiu em maio, após o aumento significativo registado em abril, enquanto o saldo das perspetivas relativas à evolução futura dos preços diminuiu de forma expressiva no último mês, depois de ter aumentado de forma pronunciada nos três meses precedentes.
O indicador de clima económico aumentou em abril e maio, interrompendo o movimento descendente observado nos três meses anteriores. Os indicadores de confiança aumentaram nos Serviços, na Indústria Transformadora e na Construção e Obras Públicas, tendo diminuído no Comércio.
O indicador de confiança dos Serviços aumentou em maio, após ter diminuído nos três meses anteriores, verificando-se contributos positivos expressivos de todas as componentes, opiniões sobre a evolução da carteira de encomendas, perspetivas relativas à evolução da procura e apreciações sobre a atividade da empresa. Na Indústria Transformadora, o indicador aumentou moderadamente desde fevereiro, tendo apenas as apreciações relativas aos stocks de produtos acabados contribuído positivamente para a evolução do indicador no último mês. Também o indicador de confiança da Construção e Obras Públicas aumentou em maio, após ter diminuído nos dois meses precedentes, refletindo o contributo positivo das duas componentes, apreciações sobre a carteira de encomendas e perspetivas de emprego. Por sua vez, o indicador do Comércio diminuiu entre março e maio, refletindo no último mês o contributo negativo das opiniões sobre o volume de vendas e das apreciações sobre o volume de stocks atual.
O saldo de respostas das expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda aumentou de forma significativa nos setores do Comércio e dos Serviços, tendo diminuído na Construção e Obras Públicas e, de forma expressiva, na Indústria Transformadora, interrompendo o movimento ascendente observado entre dezembro e abril.