Por ocasião do Dia Mundial de Saúde, que se celebra no dia 7 de abril, o INE divulga uma nova edição da publicação “Estatísticas da Saúde”, principalmente com indicadores de 2023.
Destacam-se os seguintes resultados:
• Em 2024, de acordo com o modelo Generalized Anxiety Disorder 2-item (GAD-2), 32,0% da população com 16 ou mais anos tinham sintomas de ansiedade generalizada e 10,4% níveis de ansiedade mais graves.
• A proporção da população com limitações na realização de atividades habituais devido a problemas de saúde, que constitui uma aproximação reconhecida internacionalmente ao conceito de incapacidade, atingiu 28,7% em 2024.
• O indicador “Anos de vida saudável”, que conjuga a informação da esperança de vida da população e a incidência das limitações na realização de atividades habituais devido a problemas de saúde, revela que, em 2022, a expectativa de vida saudável aos 65 anos era de 8,6 anos para os homens e de 7,3 anos para as mulheres. Em ambos os casos, os valores são inferiores às médias na União Europeia (UE-27), de 8,9 para os homens e 9,2 anos para as mulheres.
• Em 2023, existiam em Portugal 62 132 médicos e 83 538 enfermeiros, respetivamente mais 2,9% de médicos e mais 2,1% de enfermeiros do que em 2022. O número de médicos por mil habitantes era mais elevado na região da Grande Lisboa (8,2 médicos por mil habitantes) e mais baixo na região Oeste e Vale do Tejo (2,5), enquanto o número de enfermeiros por mil habitantes era mais elevado nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores (10,3 e 10,0 enfermeiros por mil habitantes, respetivamente) e menor na região Oeste e Vale do Tejo (5,0).
• Depois de a atividade hospitalar ter sido fortemente afetada pelo período pandémico, em 2023 continuava a verificar-se uma recuperação nos atos assistenciais prestados em contexto hospitalar. As consultas médicas, as cirurgias em bloco operatório e os atos complementares de diagnóstico e/ou terapêutica registaram, em 2023, os valores máximos da série iniciada em 1999.
• Os atendimentos em serviço de urgência e os internamentos são dimensões da atividade hospitalar que em 2023 permaneciam abaixo da atividade registada em 2019, não obstante a recuperação verificada desde 2021.
• Os hospitais públicos ou em parceria público-privada continuaram, em 2023, a ser os principais prestadores de serviços de saúde, assegurando 85,1% dos atos complementares de diagnóstico e/ou terapêutica, 80,8% dos atendimentos em urgência, 73,0% dos internamentos e 71,6% das cirurgias em bloco operatório. Os hospitais do setor público também asseguraram a maioria das consultas médicas, mas esta é a componente de atividade em que os hospitais privados conseguiram atingir o peso mais expressivo, representando 39,2% do total.
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