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Preços no produtor crescem moderadamente e preços no consumidor desaceleram no conjunto do ano 2024
Síntese Económica de Conjuntura
Preços no produtor crescem moderadamente e preços no consumidor desaceleram no conjunto do ano 2024 - Dezembro de 2024
20 de janeiro de 2025

Resumo

Em 2024, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma variação média anual de 2,4%, taxa inferior à registada no conjunto do ano de 2023 (4,3%). A diminuição da taxa de variação do IPC entre 2023 e 2024 foi influenciada pelo comportamento da inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos), que apresentou uma variação média anual de 2,5% (5,0% no ano anterior), e pela desaceleração dos produtos alimentares não transformados, que registaram uma variação média anual de 1,6% (9,5% em 2023). Inversamente, os produtos energéticos, que apresentaram um contributo negativo em 2023, tiveram um contributo positivo para a taxa de variação média registada em 2024. 

O índice de preços da produção industrial apresentou um crescimento médio anual de 0,3% em 2024, após uma variação nula no ano precedente. Excluindo a componente energética, registou-se uma variação média anual nula no último ano, depois de uma variação de 3,5% no ano precedente. Na produção industrial de bens de consumo verificou-se um aumento de 2,4% dos preços, significativamente inferior ao verificado em 2023 (9,8%).

Na vertente externa, os preços implícitos das importações de bens, considerando os dados até novembro, registaram uma variação de -3,7% em 2024 (-5,1% no ano de 2023). Excluindo produtos petrolíferos, observou-se uma diminuição de 3,5% nos primeiros onze meses de 2024, que compara com uma diminuição de 1,7% no ano anterior. 

Os indicadores de curto prazo na perspetiva da produção, disponíveis para novembro, apontam para um abrandamento nominal e uma diminuição em volume na indústria e para uma aceleração nominal nos serviços e em volume na construção, de forma ligeira no último caso. Na perspetiva da despesa, o indicador de atividade económica abrandou, em termos homólogos, em novembro, após a aceleração verificada entre agosto e outubro, tendo o indicador de consumo privado desacelerado, enquanto o indicador de investimento registou uma ligeira aceleração. O indicador de clima económico, que sintetiza as questões relativas aos inquéritos qualitativos às empresas, aumentou entre setembro e dezembro, atingindo o máximo desde março de 2019.

Em novembro, de acordo com as estimativas provisórias mensais do Inquérito ao Emprego, a taxa de desemprego (16 a 74 anos), ajustada de sazonalidade, foi de 6,7%, mais 0,1 p.p. que em outubro (6,4% em agosto). A taxa de subutilização do trabalho (16 a 74 anos) foi de 11,0%, 0,1 p.p. acima do valor registado em outubro.


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