O módulo de 2025 do Inquérito ao Emprego, sobre “Conciliação da vida profissional com a vida familiar”, teve por objetivo a avaliação do grau de limitação mútua das responsabilidades profissionais e familiares, pretendendo conhecer as estratégias adotadas e os constrangimentos sentidos pelas pessoas nesse esforço de conciliação.
Entre os resultados obtidos, destacam-se os seguintes:
• 28,9% das pessoas dos 18 aos 74 anos tinham responsabilidades de prestação de cuidados a filhos ou netos menores de 15 anos.
• 57,3% das pessoas que cuidam regularmente de filhos menores de 15 anos, não recorriam a serviços de acolhimento para todas as suas crianças, principalmente porque os cuidados eram assegurados pelo próprio ou pelo cônjuge (47,6%).
• 7,1% das pessoas cuidavam de familiares dependentes com 15 e mais anos, despendendo 30 e mais horas semanais na prestação desse cuidado (28,0%).
• 24,2% das mulheres empregadas com responsabilidades de prestação de cuidados a familiares indicaram ter alterado a sua atividade profissional para melhor a conciliar com a vida familiar.
• 39,0% dos cuidadores empregados referiram ter obstáculos no seu trabalho que condicionam a conciliação deste com a vida familiar, o maior dos quais é o horário de trabalho longo (11,8%).
• 76,9% das pessoas dos 18 aos 54 anos que criaram, pelo menos, um filho interromperam a sua atividade profissional com recurso a uma licença parental.
• 81,3% dos homens que tiraram uma licença parental estiveram ausentes ao trabalho durante um máximo acumulado de 2 meses; 91,5% das mulheres que tiraram licenças parentais interromperam a sua vida profissional durante um mínimo de 2 meses.


