35 INEWS N.º 66 A revista do INE O Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR) 2025 sobre “Habitação, energia e ambiente” revela que: • 15,6% da população vivia em agregados familiares sem capacidade financeira para manter a casa adequadamente aquecida; • 28,2% da população vivia em habitações não confortavelmente frescas durante o verão; • 32,1% da população vivia em alojamentos em que o teto deixava passar água ou existia humidade nas paredes ou apodrecimento das janelas ou soalho; • 3,6% vivia em agregados com atraso em algum dos pagamentos regulares relativos a despesas correntes da residência principal. Mais de metade dos agregados familiares residentes em alojamentos construídos antes de 1960 (53,2%) referiram não ter havido qualquer renovação visando mais eficiência energética, enquanto mais de um quinto das famílias residentes em alojamentos construídos após 2015 (21,6%) beneficiaram de pelo menos uma medida de renovação com vista à melhoria da eficiência energética. Ser dispendioso constitui o principal motivo apontado pelas famílias para a não realização das renovações necessárias à melhoria da eficiência energética nos alojamentos, em particular para as que vivem em risco de pobreza: 90,1%, o que compara com 77,9% para a população que vive acima do limiar de pobreza. Proporção dos agregados familiares por condição de pobreza segundo o motivo da não realização de renovações com vista à eficiência energética no alojamento, Portugal, 2025
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